Pela primeira vez, participei de uma corrida (dessas das camisetas de dry-fit cheias de patrocinadores), a FILA Night Run. Como o próprio nome diz, foi à noite, com largada às 20:00 na Cidade Universitária, da USP, onde eu não ia há alguns anos. Inclusive, uma certa praça lá mudou muito.
Eu estava muito bem preparado para a estreia. Havia almoçado um Nº3 do McDonald’s, saí do nihon gakko às 18:00 e peguei um trânsito daqueles. Como estava quente, fui bebendo água no caminho (já imagina o resultado no metabolismo de líquidos).
Acabei chegando atrasado, claro. Eram 20:00 e eu nem havia estacionado o carro. Tive que deixar o carro muito longe do local de largada – e lá começou minha corrida. Quando ainda estava longe, ouvi os alto-falantes anunciarem que o vencedor da prova de 5 km havia chegado. Quase desisti. Mas peguei um trânsito desgraçado, gastei combustível, saí mais cedo da aula, paguei (caro) a inscrição e a medalha no final, não poderia desistir. Além do mais, estava usando a camiseta da corrida, então não teria como disfarçar a “amarelada”.
De tanque cheio e sem aquecimento, larguei. Assim que passei a linha de largada, ouvi “e agora chegou o vencedor da prova de 10 km!”. Não que eu esperava ganhar algum prêmio, mas foi outra pancada na moral. A motivação voltou quando olhei para baixo e vi meu par de tênis nas cores da Brawn. Lembrei rapidamente da subida do Monte Fuji, e finalmente parti.
Comecei em um ritmo forte para ultrapassar logo as pessoas que estavam andando com carrinhos de bebê e os funcionários da organização que já estava limpando o local. Queria logo alcançar algum grupo que estava levando a corrida a sério, o que pra mim significava alguém com número no peito e chip no tênis. Quando finalmente alcancei alguns, sosseguei.
A partir daí, passei a tentar encontrar um ritmo de corrida. Nesta corrida, estava usando um acessório para aumentar a aderência do tênis no asfalto – na véspera, pisei em um chiclete. Poderia inventar um monte de coisas metafísicas e místicas para dizer sobre a corrida, mas a verdade é que em alguns breves momentos, consegui me concentrar muito. Estava correndo em ritmo constante e nem estava prestando atenção nos movimentos, coisa que faço nos treinos e que provoca um cansaço extra.
Fiz o percurso de 5 km sem passar mal, que era o objetivo principal. Peguei a medalha e a bebida isotônica no final. De madrugada, veio uma mensagem no celular informando o tempo que levei no percurso: 35 minutos. Não sei se isso é bom ou não, mas vai entrar para minhas estatísticas. Até a próxima.
Obs: As imagens são do GP de Cingapura de F-1. Não tenho fotos da corrida.