Publicado por: Henrique Minatogawa | Julho 2, 2009

忙しい

Na verdade, nem tenho tido muita inspiração para textos. Contar como foi meu dia não é pauta. Ainda resisto à vontade de colocar letra de música, por mais que tenha alguma letra que gostaria de postar.

Vi alguns filmes recentemente e até li um livro! Os filmes foram Intruders, aquele de abduções por extraterrestres. Vi uma história de City Horror (tem mais duas, mas a primeira foi tão chata que sei lá quando vou ver os outros). O livro foi Fahrenheit 451.

Teve a morte de Michael Jackson e o revival de Moonwalker. As divertidas entrevistas com Joel Santana na Copa das Confederações. As definições da Copa do Brasil e da Libertadores.

Jogos, então, só por trabalho.

Já há uns dois dias não coloco a guitarra para funcionar.

Aconteceram algumas coisas em âmbito particular, mas ainda não me sinto confortável para escrevê-las aqui, embora poderia fazer de forma metafórica.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 28, 2009

“Yes, we can” (almost)

Coisa que há muito não fazia, hoje vi a final da Copa das Confederações, por causa da gripe principalmente.

Os EUA já impressionaram pela classificação para a segunda fase; mais ainda por eliminar a favorita Espanha por um sólido 2×0. Vencer o Brasil, que passou raspando por 1×0 contra a África do Sul, não parecia impossível. Vale lembrar que o técnico da África do Sul é Joel Santana, que terá um texto separado depois.

O jogo começou com o Brasil apertando, mas sem concluir com tanto risco ao gol de Howard. Daí, em duas jogadas isoladas, os EUA fizeram 2×0.

O primeiro veio de um cruzamento alto da direita, Dempsey desviou meio sem jeito de pé direito e tirou Julio Cesar do alcance. O segundo foi uma bela jogada, nascida de um passe totalmente errado do ataque brasileiro. Donovan pegou, lançou Davies, correu 67 m, recebeu um passe de triângulo, deu um corte sem querer no zagueiro brasileiro e, no embalo, chutou para o gol, deslocando o goleiro. Um belo gol, resultado de um pouco de sorte, esforço e competência.

Só que no segundo tempo, os EUA não conseguiram resistir como fizeram contra os espanhóis. Pareciam levemente apáticos, provavelmente sentiram ter tomado o gol logo no começo do segundo tempo. O Brasil se acalmou e impôs seu jogo. Virou o jogo, sem nem deixar torcer para decisão nos penaltis.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 22, 2009

ぼくのなつやすみ4

Estava no site japonês do PlayStation quando vi que Boku no Natsuyasumi 4 será lançado no dia 2 de julho.

Diferente de Boku no Natsuyasumi Portable (que é uma conversão do PSX), Bokunatsu 4 foi feito especialmente para o PSP. Pelas imagens divulgadas, lembra muito a terceira versão, lançada para PS3 em 2007.

É um típico jogo que dificilmente sairá do Japão, pois mostra muitos aspectos peculiares demais da cultura japonesa. Predominam as brincadeiras de criança, mas tem também costumes referentes à alimentação, religião, higiene etc.

Desta vez, o jogo se passará nas férias de verão de 1985. Assim como em Portable, Bokunatsu 4 trará o mushitori (coleta de insetos), o sumo de kabuto mushi, a pescaria e o caderno de desenhos. Entre as novidades, muitos minigames, natação e tocar taiko.

Conforme já escrevi em outro texto, é um jogo bem simples, com a jogabilidade de um Resident Evil das antigas, ou seja, movimentação 3D em cenários pré-renderizados. Há um botão para interação com o ambiente e outro para acionar, por exemplo, a rede para capturar os insetos ou a vara de pescar.

É possível notar a nova maneira de distribuição dos jogos de PSP. Já conta o preço do jogo em formato UMD (¥4,980) e via download (¥3,800). Para mim, o download é mais conveniente, mas como comprei a versão Portable, vi que o manual é muito caprichado, então fico tentado a comprar a versão em UMD.

Confira, a seguir, o trailer. Para mim, exclusividades desse tipo fazem o PlayStation valer a pena. Especialmente o final deste vídeo.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 21, 2009

GP da Inglaterra de F-1

Foi a despedida (pelo menos temporária) de Silverstone do calendário da F-1. Foi o GP após o agravamento das relações entre FOTA e FIA. A situação política parece ter chegado a um limite; mesmo assim, a solução nunca pareceu tão próxima.

Felizmente, na corrida, tudo correu bem. Especialmente para a Red Bull Renault, que conseguiu uma dobradinha com Sebastian Vettel em primeiro e Mark Webber em segundo. As Brawn Mercedes, em nenhum momento, repetiram o desempenho arrasador das sete corridas anteriores, conseguindo um terceiro lugar com Rubens Barrichello e sexto com Jenson Button. [A pintura era resultado de um concurso veiculado em seu site. Ficou bonito, lembrou o do Mansell. Mas o trocadilho "Push the Button" estampado no capacete do piloto inglês foi demais.]

Com a estabilidade dos três primeiros, as disputas mais interessantes aconteciam a partir da quarta posição. Felipe Massa, da Ferrari, fez uma corrida consistente, saindo da 11ª posição, com uma estratégia de pit stops boa e correspondendo na pista. Se a corrida durasse mais algumas poucas voltas, provavelmente ele poderia brigar pelo pódio (ou também perder a quarta posição para Nico Rosberg, outro que foi bem, com a Williams Toyota. Mais no fundo, ironicamente, a disputa foi boa entre Nelson Piquet e Fernando Alonso, da Renautl, e Lewis Hamilton, da McLaren Mercedes. As trocas de posição foram constantes entre os três, confundindo até a transmissão.

Aliás, Cleber Machado parecia meio alterado. Fez um cálculo maluco a respeito do combustível de alguém (de Button, se não me engano), percebeu que resultaria em umas 68 voltas (das 60) e falou de um jeito meio engraçado que o cálculo estava errado, que o piloto ficaria passeando no circuito com as oito voltas extras. Teve outras coisas também, mas não lembro. Realmente preciso ficar com um caderno para anotar as coisas.

No final, a Red Bull se consolida como segunda força. A próxima corrida, na Alemanha, será um bom teste para avaliar as possibilidades de disputa do campeonato, que já começava a se basear apenas na matemática.

Engraçado que BMW, Williams e Toyota estacionaram. Em toda corrida parecem que vão chegar junto na frente, mas ficam pelo caminho. Kazuki Nakajima foi muito bem nos treinos de classificação, mas sumiu na corrida. A McLaren realmente parece ter desistido desta temporada, assim como a Renault, que voltou à sua irregularidade de dois anos atrás.

A Ferrari é a equipe que se motra mais disposta a brigar este ano. Raikkonen e Massa se alternam chegando na frente nos treinos e na corrida, com vantagem para o brasileiro, mais regular.

AFP / globo.com

AFP / globo.com

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 18, 2009

F-1 racha e 2010 pode ter campeonato paralelo

Uma semana cheia de notícias improváveis.

A FOTA (associação das equipes de Formula 1) rompeu com a FIA e anunciou os primeiros movimentos rumo à criação de uma categoria paralela para 2010. Nunca imaginei que a crise chegaria a esse ponto. Apesar de tudo, será que não é mais possível um acordo? Parece aquelas disputas para ver quem freia mais perto do precipício. Ambos os lados sairiam perdendo se isso se confirmar. As equipes levariam um tempo para organizar tudo, definir onde correr, patrocinadores etc. Esse tipo de organização a F-1 vem refinando há anos. Naturalmente, um campeonato sem as atuais equipes também levaria um bom tempo para se recompor.

A Brawn pode entrar para a história definitivamente como a primeira, única e última equipe estreante campeã da F-1.

Vamos prestar atenção nas notícias nos próximos dias.

senna_donington93Senna em 1993, na McLaren.

Foi publicada uma notícia afirmando que a Ferrari estaria estudando participar das 500 Milhas de Indianápolis. Como disse Ricardo Caetano (e eu concordo), a corrida é pequena demais para a F-1.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 17, 2009

“Nada é fácil na vida”

Este texto foi publicado na Folha de São Paulo, caderno de Esportes, no dia 17 de setembro de 2006, de autoria de Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão.

Nada é fácil na vida

Aproveito para recomendar a série de posts “Donald, o Repórter do Futuro“.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 17, 2009

STF decide pela inexigibilidade do diploma de Jornalismo

O Supremo Tribunal Federal decidiu pela não exigência do diploma de curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão. É engraçado a decisão ter saído justamente hoje, mas isso é outra história.

Confira notícia veiculada pelo site da Globo.com. Veja também coluna publicada no Yahoo.com.br. Do Observatório da Imprensa, a favor da decisão do STF. Agora, contra. Uma terceira. Confira a notícia veiculada pela Folha de S. Paulo. Se puder, leia em muitas outras fontes que puder e perceba a diferença.

A decisão ratificou o que acontece na prática. Com a portaria 22/2007 do Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma podem exercer a profissão. Conversei com algumas pessoas sobre essa questão. Algumas concordavam com a exigência; outras, não.

No Japão, não é exigido o diploma. Conheci jornalistas que eram formados em administração, estudos sociais e arqueologia. A explicação é que há poucas faculdades de jornalismo no país, e que, seguindo determinadas normas  e tendo responsabilidade, estava OK. Claro que a situação não é assim tão simples, porque apesar do jornalismo japonês ser forte (embora não tanto quanto outrora), alguns aspectos são questionáveis, como os “Kisha Kurabu”. Por ser muito pertinente essa questão, ela merece um texto separado.

Lendo os argumentos presentes na notícia, falar sobre “liberdade de expressão” é bonito na teoria. O problema é nivelar por baixo. Colocar qualquer pessoa, sem qualificação (no papel e na prática) para escrever.

Exigir o diploma também poderia expor novamente a fragilidade do ensino brasileiro. Se a qualidade do jornalismo cair, a culpa seria das faculdades. Isso implicaria fiscalização por parte do governo para impedir a proliferação de cursos, o que geraria consequências econômicas também.

Naturalmente, o diploma não é garantia de qualidade nem responsabilidade, como não é em qualquer profissão. “É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo de conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade”, afirmou Tais Gasparian, advogada do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo. “Não podemos fechar os olhos à capacidade de as pessoas se qualificarem para essa atividade, que exige conhecimento multidisciplinar”, completou. Fazer sentido, faz.

(continua…)

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 14, 2009

O Iluminado

Entre os clássicos que não havia visto, estava O Iluminado (The Shining, 1980), com Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd. Curiosamente, apenas Shelley Duvall não se chama “Shelley” no filme, porque Jack é “Jack” e Danny é “Danny” quando Tony está no estômago.

A direção é de Stanley Kubrick, que dirigiu, entre outros filmes, De Olhos bem Fechados e, especula-se, a chegada do homem à Lua. Portanto, pode esperar atenção aos detalhes, procure referências em cada canto do filme.

Jack Torrance é um escritor em busca de sossego para escrever sua obra-prima. Ele aceita o emprego de zelador de um hotel nas Montanhas Rochosas que fica fechado durante o inverno. Assim, ele, junto com sua mulher e filho, aceita passar cinco meses isolado no imenso hotel.

Diferente do pessoal do centro comunitário em Juon, o pessoal do hotel conta a Jack sobre o passado do hotel. Lá aconteceu um crime terrível anos atrás e por isso muitos recusaram o serviço.

Desde filmes como O Sexto Sentido e O Chamado até Navio Fantasma, O Iluminado foi inspiração para o gênero de suspense e terror. Porém, mesmo sendo um filme de 1980, ele tem elementos de games da geração PlayStation.

Em muitas situações, o suspense é criado pela perspectiva em primeira pessoa, com a visão do espectador limitada ao que o personagem está vendo. Em outras partes, a câmera acompanha o personagem em terceira pessoa, mas posicionada, advinhe, um pouco acima da cabeça e até “detrás do ombro”.

Lembrei muito dos Resident Evil antigos. Em algumas cenas, a câmera fica parada, os cenários também estão geralmente estáticos, apenas o personagem se movendo pela tela. Detalhe é que é possível ver o personagem de corpo inteiro em diversas vezes, assim como em jogos em terceira pessoa.

Além disso, a sequência de eventos se parece muito com a estrutura de um survival horror clássico. Corra, fuja, tranque a porta, procure uma arma, memorize alguma coisa, resolva um puzzle no espelho e por aí vai.

Tem aquela coisa da ambientação, alternando lugares amplos e locais apertados. A impossibilidade de fugir para além de onde acontece a ação é outra relação com a mansão da Umbrella. Tem um toque de Silent Hill também, especialmente quando aparece o menino.

Agora, o próximo clássico não-visto é Blade Runner, na onda de Snatcher.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 14, 2009

Hanabi em Sakurai

Depois de duas finais de Mundial Interclubes, coloquei alguns vídeos do Japão no YouTube. Este foi gravado durante um festival de Hanabi na cidade de Sakurai, província de Nara.

PS. Não sou eu tossindo. Eu não falo nada enquanto gravo vídeos.

Publicado por: Henrique Minatogawa | Junho 12, 2009

Dica para Prototype

Dica para Prototype, de Xbox 360.

Em determinada missão, é preciso coletar material genético dos esquemas lá. Para isso, tem que destruir a caixa d’água (water tower) antes de ela “dar cria”.

O problema é que ela “dá cria” se o Prototype (nome do personagem, na verdade, é Alex Mercer) chegar perto.

Então fique em um prédio próximo, pegue um objeto com o botão vermelho (acho que é o B, seria o Círculo no PlayStation), trave a mira com o gatilho esquerdo e arremesse no alvo. Assim, surgirão cerca de cinco orbs amarelas (a tal amostra de material genético) que devem ser coletadas. Observe que, caso não houver algum objeto no telhado do prédio, é possível pegar um carro na rua e levar até lá em cima.

(…)

Antes disso, eu havia tentado outros métodos. Primeiro, atacar a caixa d’água usando as garras, não funcionou. Depois, procurei algum militar com lança-mísseis, não encontrei.

Então encontrei um tanque de guerra (mas não o facão). Peguei-o e dirigi até um local de onde conseguia mirar na caixa d’água, isto é, bem longe, considerando o pouco ângulo de inclinação do canhão. Até consegui acertar o alvo, mas quando levei o personagem para pegar as orbs, já haviam sumido.

Finalmente, tentei arremessar inimigos. Não funcionou.

Daqui a pouco, jogarei a versão de PlayStation 3 para o review da próxima PS3W, a número 21.

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