Não me recordo de ter colado na época de escola e nem na faculdade. Passar cola, passei, mas eu receber cola, deve ter sido uma ou duas vezes no máximo. Não que eu nunca tenha precisado ou ache que é imoral – os motivos pelos quais praticamente nunca colei são muito mais simples.
Pra começar, enxergo mal. A hipótese de olhar discretamente a prova da pessoa ao lado é nula. A da frente, então, impossível. Uma vez já tentaram me ajudar. A pessoa colocou a prova dela mais para o lado onde eu estava. Mas a distância na qual eu enxergaria deixaria a pessoa sem papel nenhum na frente dela.
Outro motivo: escuto mal. Eu sempre ferrava os outros na brincadeira de telefone sem fio.
Mas o pior de todos: não sei ler lábios! Apreciava a boa vontade de algumas pessoas se arriscarem para me ajudar, mas às vezes tive que deixar gente “falando sozinha”. Ficar mexendo os lábios na minha frente durante uma prova, em uma sala de aula lotada e em silêncio era inútil. Se escrevesse o que eu havia entendido na linguagem labial, minha prova iria parar em algum PowerPoint que seria enviado até hoje nos e-groups das faculdades.
Tinha gente que abria o livro durante a prova. Eu não fazia isso por outro motivo simples: não iria saber onde procurar.
Mas, com o tempo, a gente aprende algumas técnicas. Um amigo ensinou: a primeira coisa que você tem que fazer na resposta é escrever de novo o enunciado. Só nisso, já ganha um 0,25.








putz bicho… se fosse tão simples assim… o professor de história do colégio é o mais carrasco de todos… a prova dele é considerado de um nível acima do da Federal. só pra ter uma idéia, a última prova ele teve que dar 0.5 pra todo mundo, pra não ter tanta nota baixa. se escrever de novo o enunciado ele corta toda a “encheção de lingüiça” e começa a ler apartir da sua resposta propriamente dita… é triste, mas segundo ano é osso…
Por: Arthur Câmara em Abril 1, 2008
às 1:36 am