Domingo teve Corinthians e Santos pela primeira partida das finais do Campeonato Paulista. Ronaldo fez um bonito gol, recebendo a bola na intemediária e, próximo da grande área, tocou por cima do adiantado goleiro Fábio Costa.
Para mim, o gol de cobertura é um dos mais bonitos, pois requer técnica, visão de jogo e muita confiança. O gol de cobertura é capricho, quase excêntrico. Raros são os casos em que esse tipo de gol é a única alternativa viável para o gol. Afinal, é possível escolher entre driblar o goleiro, chutar no canto, passar para outro jogador melhor posicionado etc. Recentemente, em Pro Evolution Soccer 2009 (PES 2009), marquei dois, um com Robin Van Persie (atacante do Arsenal) e outro (o mais bonito) com Roy Makaay, do Feyenoord da Holanda. Mais Arshavin, ainda pelo Zenit St. Petersburgo; e Rosicky, pelo Arsenal.
Um especialista nesta jogada foi Jorge Ferreira da Silva, o Palhinha, camisa 9 do São Paulo Futebol Clube que ganhou tudo no começo dos anos 90. Não sei se há alguma contagem oficial, mas não vi outro jogador marcar tantos gols por cobertura quanto ele.
Veja um exemplo:
E teve muitos outros, como o gol contra o Paraguai de Chilavert, pela Seleção Brasileira na Copa América de 1993.
Sem querer desmerecer o gol corintiano, se fosse o Palhinha no lugar do Ronaldo, imagino que ele não teria driblado o marcador, teria chutado de primeira por cobertura. Será que ambos teriam chance para a próxima Copa? Afinal, a África do Sul é logo ali.







