Publicado por: Henrique Minatogawa | Julho 14, 2009

O menos campeão

Uma vez discutíamos quem era o campeão recente mais pífio da F-1, aquele que não empolgou. Obviamente, não é algo para ser levado a sério, foi só uma conversa entre quem acompanha o esporte.

O primeiro a ler apontado como o campeão mais pífio foi o finlandês Mika Hakkinen. Imediatamente, discordaram.

Ao final de 1997, a McLaren já mostrava que teria um bom carro. A Benetton, sem Schumacher e boa parte da equipe técnica, não conseguiu manter o ritmo. A Williams vermelha com motor Mecachrome iniciou a má fase que dura até hoje. A Ferrari apenas iniciava sua retomada. Hakkinen então aproveitou a situação e foi campeão em 1998 e 1999. Apesar de ser um piloto consistente e que errava pouco, o fato que o livrou do título de campeão menos expressivo aconteceu em 2000.

Em seguida, Damon Hill foi apontado como o campeão mais sem-graça. Também não seria justo. De piloto de testes, Hill tornou-se titular em 1993, para ser companheiro de Alain Prost na Williams, o melhor carro da época. Fez um campeonato razoável, terminando em terceiro, atrás do francês e de Senna. Em 1994, ele tinha tudo para ser o mais segundo piloto da história, mas foi repentinamente alçado à condição de primeiro após Ímola. Com a série de punições a Schumacher e com competência especialmente no GP do Japão, Hill levou a decisão para a última corrida, em Adelaide.

Em 1996, com Schumacher na ainda capenga Ferrari, Hill só teve a ameaça do estreante Jacques Villeneuve. Foi campeão. Mas, assim como Hakkinen, o mérito do inglês apareceu depois. De 1997 até 1999, Hill pilotou para Arrows e Jordan, equipes médias para pequenas. Com esses carros ruins, ele conseguiu fazer ótimas corridas, especialmente o GP da Hungria de 1997, em que o carro quebrou a poucos metros de receber a bandeirada de vencedor. Pode ter sido um piloto sem tanto carisma, mas ainda fazia parte da turma que ultrapassava na pista, não no box.

O próximo da lista é Kimi Raikkonen, o Homem de Gelo. Seu título conquistado em 2007 pode parecer ser fruto do acaso, resultado da briga entre Hamilton e Alonso na McLaren. Vale lembrar que ele já tinha dois vice-campeonatos, sendo um contra Schumacher. Embora hoje esteja em uma fase ruim, teve várias boas corridas, com ultrapassagens agressivas e tudo. Mas o que vale é isso:

Então, o escolhido foi Lewis Hamilton. Tudo bem, quase foi campeão em sua temporada de estreia, errar é humano etc. Mas o título de 2008 só não foi pior que o de 1994 de Schumacher. Ganhou o campeonato por causa dos erros da Ferrari com Felipe Massa, ganhando menos corridas no ano e colocando o título em sério risco (coisa que Alonso não fez nos seus dois anos). Ou seja, ganhou com o regulamento debaixo do braço, como dizem no futebol.

(…)

Como já disse, claro que tudo isso foi apenas conversa, que durou poucos minutos, aliás. Hamilton é bom piloto e parece que torce para o Arsenal. Este ano está com um carro ruim, o que pode ser bom para ele no futuro.

(…)

E Jacques Villeneuve, campeão de 1997? O fato de ter sido esquecido na conversa faz dele o mais pífio? Depois de ter sido campeão não fez mais nada? O grande momento dele que me lembro é a disputa com Hill na Austrália, em 1996, sua estreia na categoria.


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